Aqui estão algumas fotos feitas por mim, com recursos limitados, de astronomia,  fenômenos atmosféricos e outros.

rev.:  25-02-2014

 

 

Eclipse lunar de 15-06-2011

Fenômenos ópticos atmosféricos

Machholz , o cometa verde

O cometa C/2006 P1 McNaught

O cometa C/2007 N3 Lulin

TRANSITO DE VÊNUS DE 08 JUNHO 2004

Manchas solares

"Relâmpago" IRIDIUM (flare)

Conjunção Vênus - Mercúrio - Saturno de 25-06-2005

Eclipse lunar total de 03-03-2007

Obra prima da natureza

 

 

Em 15-06-2011 tirei esta foto do eclipse total da lua as 17:58 local (20:58 UTC), com a lua a 6,4 graus de elevação, 46 minutos depois do máximo, 4 minutos antes do fim da totalidade, em Sete Lagoas Minas Gerais. Com uma velha Sony DSC-W1, f/5.2, ISO-200, f=24mm, 2 segundos de exposição:

 

Fenômenos ópticos atmosféricos:

 

Em 06 de janeiro 2005, 10:14 UTC (08:14 local) consegui ver e fotografar pela primeira vez em 35 anos que estou no Brasil, um CZA, arco circum-zenital, que pode aparecer somente quando o sol está aproximadamente entre 5 e 31 graus de elevação e a alta atmosfera estiver contendo cristais de gelo em forma de placas hexagonais. Este foi fotografado com o sol a 22 graus de elevação, na mesma direção do sol (leste), porém focando quase o zênite, que está um pouco acima da lua na foto. O arco neste caso também tem meio angulo da ordem de 22 graus, centrado no zênite. Observe o mapa seguinte com as posições do sol, da lua e do arco no momento da foto. O CZA é muito diferente do arco-íris. O arco-íris está sempre com centro exatamente oposto ao sol, com meio angulo de 42 graus e pode estar acompanhado de um arco secundário com meio angulo de 51 graus, e é formado pelas gotas de chuva. O CZA sempre aparece do mesmo lado do sol e bem acima dele, e com meio angulo inversamente proporcional a elevação do sol, e é formado por cristais de gelo. A sua curvatura é inversa à do arco-íris e com centro no zênite (ponto mais alto no céu, na vertical), donde o seu nome: arco circum-zenital.

O retângulo azul mostra aproximadamente a área da foto acima.

Arco-íris primário e secundário. (em Sete Lagoas)

 

Em 07-01-2005, as 08:00 local, fotografei este halo solar de 22 graus, formado pelos cristais de gelo contidos nas nuvens do tipo cirrostratus. O sol fica no centro deste halo, e propositalmente escondido atrás das arvores para não saturar a foto:

 

Em 04 de Abril 2006, fotografei outro halo circular de 22 graus, junto com parte de um arco tangente superior, que podem ser vistos na foto seguinte, que foi feita nas ruínas do castelo de Hohengeroldseck, na floresta negra, Alemanha. O sol estava aproximadamente com 40 graus de elevação, e propositalmente escondido por mim atrás da ruína. Vejam aqui uma simulação dos arcos tangentes superior e inferior, para elevação (altura) do sol  de 0 a 30 graus e outra para alturas de 35 a 90 graus, onde os arcos tangentes superior e inferior se unem, formando o halo circunscrito, que, para alturas do sol acima de 70 graus, se confunde com o halo circular de 22 graus.

 

Em 20-05-2006, fotografei um arco tangente superior, bastante colorido e sem a presença do halo de 22 graus. O sol estava a 50 graus de elevação:

 

Arco circum-horizontal :

Em 04 de Março 2006, fotografei este fenômeno iridescente, que coloriu o que sobrou de um rastro de condensação de avião a jato. Quando o rastro estava mais fino, as cores estavam mais vivas, mas demorei para buscar a minha maquina fotográfica... O sol estava a uns 70 graus de elevação. Pela posição da sequencia de cores e da altura do sol (>58 graus) é possível deduzir que é um arco circum-horizontal:

Em 25-02-2014 presenciei outro fenômeno extremamente raro no Brasil a 20 graus de latitude: um arco tangente inferior, que se confunde com o halo circunscrito, pois o sol estava a 63 graus de elevação, as 10:30 local, e a temperatura em 30 graus Celsius:

 

 

Machholz , o cometa verde :

 

O cometa Machholtz é a pequena mancha esverdeada acima do nome na foto. As duas caudas (a de íons e a de poeira, a 120 graus uma da outra) eram dificilmente visíveis com um binóculo 20x50. A foto é um simples recorte de uma imagem maior de 3 megapixels, sem nenhuma ampliação. O Machholz é verde por causa de um fenômeno de ressonância fluorescente, causada pela presença CN e C2 .

A foto seguinte foi feita 8 dias depois da anterior. Observe o grande deslocamento relativo do cometa, tomando por referencia a constelação de Plêiades. Atik é uma estrela (omicron Persei) da constelação de Perseus.

 

O cometa C/2006 P1 McNaught :

 

Aqui em Minas Gerais, só chuva e nuvens... até que finalmente, em 31-01-2007, 22:42 UTC, durante uma rápida abertura nas nuvens, consegui vagamente capturar o cometa, cujo núcleo aparece em forma de traço, devido aos 30 segundos de exposição, com zoom óptico em 3X, distancia focal 24 mm, F/5.2, ISO-200, da minha velha Sony DSC-W1. Recorte do original de 5 Mpixels, com contraste exagerado, que permite ver melhor a cauda:

 

O cometa C/2007 N3 LULIN

Foto de 23-02-2009 22:00 horas local, feita com zoom óptico em 2X, distancia focal 15 mm, F/4, ISO-400, com a velha Sony DSC-W1. Devido aos 30 segundos de exposição, as estrelas aparecem como um traço, sendo a mais brilhante o planeta saturno. O cometa é a "fumacinha" no meio da foto...:

   

No dia seguinte, 24-02-2009 as 21:10 local, o Lulin estava assim:

  

 

 

TRANSITO DE VÊNUS DE 08 JUNHO 2004

 

A foto seguinte foi feita em 08 de junho de 2004 as 07:50, hora local, pouco tempo antes do terceiro contato, em Sete Lagoas (lat=19,5S, long=44,3W), com um aparelho de telefone celular Motorola V878, pelo meu colega Christian de Castro, de uma projeção feita com o meu telescópio refrator de 60mm de diâmetro, F=700mm e ocular de f=40 mm. É possível ver o grupo 627 de manchas solares no meio do sol. A pequena bola preta que tampa a luz do sol é o planeta Vênus, que neste momento se encontrava entre o sol e a terra. Vênus estava a 110 milhões do km do sol e a 43 milhões de km da terra.

 

O ultimo transito foi em 1882. O próximo será em 2012. Depois só em 2117...

 

 

Manchas solares:

 

A foto seguinte foi feita em 24 de Julho 2004 as 19:30 GMT, usando a mesma técnica de projeção, mas com uma maquina digital SONY DSC-W1, e mostra o grupo 652 de manchas solares:

 

 

"Relâmpago" IRIDIUM (flare)

 

Em 18 de Maio 2005, fotografei um "Iridium flare", que é um reflexo do sol, de alguns segundos, de alta luminosidade, causado pelos painéis refletores das antenas dos satélites da série IRIDIUM. Veja aqui mais detalhes sobre a origem dos "flares".

A foto seguinte foi feita com uma Sony DSC-W1, ajustada para ISO 400, F=2.8, 30 segundos de exposição, iniciada exatamente às 18:11:10. O brilho maximo aconteceu às 18:11:25 (hora local).

A esquerda na parte superior pode ser visa a constelação do Corvo, e embaixo à direita, a constelação do Cruzeiro do sul. A linha preta em diagonal é o fio da minha antena dipolo para 20 metros...

A foto seguinte mostra o detalhe do rastro do Iridium 30 (recorte sem ampliação do original de 3,2 Mpixels):

A figuras seguintes mostram a previsão do acontecimento feita pelo site Heavens-above :

O retângulo azul mostra aproximadamente a área da primeira foto.

Para observar um "flare", é preciso ter um relógio acertado com precisão de 1 ou 2 segundos e saber a hora exata do fenômeno, e ainda saber exatamente para onde olhar ! (posição do satélite no céu), usando o site Heavens-above ou o programa seguinte:

Em 28-05-2006, as 19:01:46 local, fotografei o "flare" do Iridium 30, magnitude -7 ! :

Nos dias 2 e 3 de junho, fotografei mais dois flares, mas agora com zoom óptico de 1,9X, F4, ISO200, pausa de 30 segundos, Sony W1, resolução de 5 Mpixels. O obturador foi aberto 15 segundos antes do horário do brilho maximo, que foi calculado com o programa do meu sobrinho Emmanuel:

A foto acima é do Iridium 59 do dia 02-06 e a foto abaixo do Iridium 25 em 03-06-2006 (recortes sem ampliação do original de 5 Mpixels). As estrelas estão em forma de traço devido ao fato que durante os 30 segundos de exposição, a terra rodou 0,125 graus, e a maquina rodando junto, fixa no tripé. O rastro das estrelas é praticamente perpendicular ao rastro do satélite, pois este tem direção norte-sul (dependendo da hora, pode ter sentido ascendente (A=S-N) ou descendente (D=N-S)), enquanto o movimento aparente das estrelas tem direção leste-oeste.

O mapa abaixo (feito com o "Iridium flares prediction") corresponde a foto anterior, e permite localizar as principais estrelas que aparecem na foto.

Em 08-06-2006, as 18:12:44 local, fotografei o Iridium 33, magnitude -7,3 entre finas nuvens, ainda levemente iluminadas :

Abaixo, detalhe sem ampliação da foto original de 5 Mpixels. As duas estrelas brilhantes do canto inferior esquerdo são Tania Australis e Tania Borealis, da constelação de Ursa maior:

 

 

Conjunção Vênus - Mercúrio - Saturno de 25-06-2005

A foto seguinte foi feita em 25-06-2005 às 18:06 local (21:06 GMT), em  Sete Lagoas, pouco depois do por do sol. Nela é possível ver parte do topo da serra de Santa Helena. Sony DSC-W1, zoom óptico em 3X, F=11 e exposição de 5 segundos. 

Magnitudes: Vênus = -3,9;  Mercúrio = -0,1 e Saturno = +0,2.

A figura acima mostra a posição dos planetas com o programa  SkyMap. 

 

Eclipse lunar total de 03-03-2007:

Sony DSC-W1, modo Manual: ISO-200, f=24 mm, F/5.2, hora e tempo de exposição indicados em cada foto (recortes sem modificação do original de 5 Mpixel).

21:45 UTC, 1/8s, 15 mn após o inicio:

21:48 UTC, 1/160s:

22:39 UTC, 1/20s, faltando 3 mn para inicio da totalidade:

23:20 UTC, 3 segundos de exposição! no meio da totalidade que durou 73 mn:

 

 

Obra prima da natureza:

Alheia a tudo isso, e preocupada com o "frio" de 15 graus, a pequena beija-flor está chocando dois ovinhos: